Integrada no Projecto Internacional designado A Legitimidade das Soberanias Indígenas, com um circuito estabelecido para se iniciar no Brasil (Manaus), transitar por Espanha (Santander), terminando em Portugal (Coimbra e Lisboa), a exposição pretende sensibilizar os espectadores para a peculiaridade do momento histórico e universal do contacto entre os povos ibéricos e os povos ameríndios, seja ao nível dos excessos ecuménicos e civilizacionais levados a cabo, seja ao nível do reconhecimento humano e jurídico dos povos em foco, realizado por algumas vozes portuguesas e castelhanas.
O projecto artístico tem como objectivo a apologia da liberdade. Partindo da definição de escravidão, que em sentido figurado significa “falta de liberdade” procedeu-se à apropriação do conceito grilhão, representado de forma a alterar a percepção do seu significado.
Os grilhões foram utilizados desde tempos imemoriais para impedir os presos de se movimentarem livremente, de tal forma que passaram a simbolizar a opressão, como se pode ler no Hino Nacional da França, no Hino da Independência do Brasil ou no Manifesto Comunista.
A algema (espaço/território) aberta e a bola de ferro que flutua assumem uma representação aspiracional de mundo livre.
Serigrafia sobre papel, 70x50 cm